- Sabe, se eu pudesse te daria a lua. – Eu disse para Camila, minha noiva. Ela não respondeu, apenas sorriu.
Depois de um longo momento de silêncio, ela falou:
- Preciso te contar uma coisa.
- Espera, - Levantei-me e fui a um arbusto pegar um presente. Estávamos em um lago, onde, à nossa frente, havia uma fonte que formava um grande coração.
– Prometi pra você que compraria a mais bela aliança, por isso quando te pedi em casamento, estava sem o anel. Agora que comprei, quero recomeçar... Camila quer casar comigo? – Abri a caixinha que tinha uma aliança com uma pedra de diamante. Os olhos dela encheram de lágrimas mas ela não pegou a caixinha, apenas virou o rosto.
– O que foi?
- Você devia ter me escutado primeiro. Eu.. Eu... Bem... – Ela gaguejava e lágrimas saiam de seus olhos.
- Fala. – A abracei.
- Não vou mais me casar com você.
- Como assim?
- Eu me apaixonei pelo seu irmão. Foi de repente, começou só como uma “brincadeira” e
acabou acontecendo.
- Quer dizer então, que antes de você se apaixonar por ele, você me traiu?
- Sim.
- Ótimo... – Ri sarcasticamente. Peguei a aliança da caixinha e a do meu dedo e joguei as duas no lago. Fui ao carro.
- Espera! Você não vai me dar uma carona? – Ela veio correndo.
- Não, liga pro meu irmão.
- Mas Eduardo, você que me trouxe, você tem que me levar.
- Não sou nada seu pra te levar embora. – Gritei.
- É meu amigo agora!
- Nem seu amigo eu sou. – Entrei no carro e fui embora.
O amor é como uma ponte tem seus buracos e madeiras tortas... Mas sempre conseguimos
continuar juntos. Mas no meu caso, as madeiras tortas e os buracos venceram.
No dia seguinte, acordei com meu irmão me chamando.
- Eduardo, aonde você deixou a Camila ontem?
- No lago.
- Você não a trouxe de volta?!
- Ela não é nada minha, pra que a traria de volta?
- Ela contou?
- Sim... Vai embora, me deixa aqui. – Sim, eu estava depressivo.
- Agora por culpa sua, ela morreu. – Ele choramingou.
- Como? – Levantei correndo.
- Ela foi assaltada e levou um tiro no peito. Ela estava voltando a pé pra casa dela.
- Por favor, saí do meu quarto. – Disse e ele saiu. Sentei na cama e coloquei as mãos na cabeça. É tudo minha culpa, se não tivesse sido tão orgulhoso e egoísta, isso não teria acontecido.
Não podemos tomar decisões pela raiva, nos arrependeremos depois.
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