sábado, 23 de abril de 2011

AMOR E RAIVA – Não combinam - por Myllena

- Sabe, se eu pudesse te daria a lua. – Eu disse para Camila, minha noiva. Ela não respondeu, apenas sorriu.

Depois de um longo momento de silêncio, ela falou:

- Preciso te contar uma coisa.

- Espera, - Levantei-me e fui a um arbusto pegar um presente. Estávamos em um lago, onde, à nossa frente, havia uma fonte que formava um grande coração.

– Prometi pra você que compraria a mais bela aliança, por isso quando te pedi em casamento, estava sem o anel. Agora que comprei, quero recomeçar... Camila quer casar comigo? – Abri a caixinha que tinha uma aliança com uma pedra de diamante. Os olhos dela encheram de lágrimas mas ela não pegou a caixinha, apenas virou o rosto.

– O que foi?

- Você devia ter me escutado primeiro. Eu.. Eu... Bem... – Ela gaguejava e lágrimas saiam de seus olhos.

- Fala. – A abracei.

- Não vou mais me casar com você.

- Como assim?

- Eu me apaixonei pelo seu irmão. Foi de repente, começou só como uma “brincadeira” e
acabou acontecendo.

- Quer dizer então, que antes de você se apaixonar por ele, você me traiu?

- Sim.

- Ótimo... – Ri sarcasticamente. Peguei a aliança da caixinha e a do meu dedo e joguei as duas no lago. Fui ao carro.

- Espera! Você não vai me dar uma carona? – Ela veio correndo.

- Não, liga pro meu irmão.

- Mas Eduardo, você que me trouxe, você tem que me levar.

- Não sou nada seu pra te levar embora. – Gritei.

- É meu amigo agora!

- Nem seu amigo eu sou. – Entrei no carro e fui embora.

O amor é como uma ponte tem seus buracos e madeiras tortas... Mas sempre conseguimos
continuar juntos. Mas no meu caso, as madeiras tortas e os buracos venceram.

No dia seguinte, acordei com meu irmão me chamando.

- Eduardo, aonde você deixou a Camila ontem?

- No lago.

- Você não a trouxe de volta?!

- Ela não é nada minha, pra que a traria de volta?

- Ela contou?

- Sim... Vai embora, me deixa aqui. – Sim, eu estava depressivo.

- Agora por culpa sua, ela morreu. – Ele choramingou.

- Como? – Levantei correndo.

- Ela foi assaltada e levou um tiro no peito. Ela estava voltando a pé pra casa dela.

- Por favor, saí do meu quarto. – Disse e ele saiu. Sentei na cama e coloquei as mãos na cabeça. É tudo minha culpa, se não tivesse sido tão orgulhoso e egoísta, isso não teria acontecido.

Não podemos tomar decisões pela raiva, nos arrependeremos depois.

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